sexta-feira, 6 de junho de 2014

A Parábola das Minas (3/3)

“Mas a quem muito foi dado, muito lhe será exigido, e àquele a quem muito se confia, muito mais lhe pedirão.”
Lucas 12:48b

A Parábola das Minas

A responsabilidade é uma prova de amor. Na parábola você descobre a diferença entre aquele que ganhou dez vezes, aquele que ganhou cinco vezes e aquele que permaneceu com uma. Aqueles que diligentemente negociaram com a mina, com a graça de Deus, fizeram isso porque amavam seu mestre.

Olhe para o servo mau. Ele temeu o mestre, mas não o amou. Ele não entendeu nem prezou seu mestre. Em sua mente ele pensou que seu mestre era severo e desarrazoado, esperando colher onde não semeou. Isso não era verdade, isso não pode ser verdade.

Você teme o Senhor ou você o ama? Isso irá determinar quão responsável você é. Se você realmente O ama, você não precisa que ninguém diga a você para ser responsável. Você deseja que Ele tenha lucro. Esse é o verdadeiro propósito para sua vida na Terra. Esse é o seu negócio, sua ocupação. Essa é a prioridade. Tudo pode ser sacrificado por este único motivo – para que o Senhor possa lucrar. Mas se tudo o que temos é um temor, muito embora saibamos que um dia haverá reconhecimento, ainda amamos nosso conforto, nossa facilidade. Não queremos pagar o preço. Queremos viver uma vida para nós mesmos.

Quando esse servo embrulhou aquela mina em um lenço durante o longo período de ausência do Senhor, o que ele pensa que estava fazendo? Se você não está fazendo os negócios do Senhor, você está fazendo algum negócio, mas qual é ele? A própria desculpa que ele deu foi sua condenação. Nosso Senhor Jesus está ausente hoje. É verdade que, em Espírito, Ele está conosco, mas Ele está ausente. E durante o tempo de Sua ausência, com o que estamos ocupados? Isso é muito sério. Isso não se prolongará, e Ele virá. Mas quando Ele vier, chamará esses servos e vai querer saber quão responsável foram com o que Ele deu a eles...

A graça é uma confiança, por isso seja responsável para com a graça que você recebeu.

Na semana que vem, continuaremos com a Parábola dos Talentos...


Porções extraídas do livreto “Responsabilidade Espiritual” de Stephen Kaung, publicado pela Editora Restauração em parceria com a CCC Edições.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

A Parábola das Minas (2/3)

“Mas a quem muito foi dado, muito lhe será exigido, e àquele a quem muito se confia, muito mais lhe pedirão.”
Lucas 12:48b

A Parábola das Minas (continuação)

C.A.Coates disse: “Nessa parábola somos informados para que fomos salvos.” Graças a Deus somos salvos, mas por que fomos salvos? Par que fomos salvos? Somos salvos para atuar nos negócios do Senhor. Nosso negócio real é negociar com a mina que o Senhor confiou a nós. E o que é essa mina? C.A.Coates disse: “É o conhecimento da suprema graça de Deus.” Em outras palavras, é a suprema graça de Deus no Evangelho. Deus nos deu tal graça, graça abundante, e essa graça que Deus nos deu é amina. Ela foi dada a nós para que pudéssemos negociar com ela. Nosso negócio real neste mundo e conhecer a graça de Deus, conhecer mais da graça de Deus, experimentar a graça de Deus, experimentar mais da Sua graça – graça sobre graça – e então compartilhar essa graça com outros. Esse é o nossos negócio.

Por um lado, essa mina é fé; por outro é graça. Mas na realidade elas são a mesma coisa. A fé é o que Deus providenciou para nós em Cristo Jesus. A graça é o que Deus nos deu em Cristo Jesus. A fé é o que Cristo fez por nós, e graça é o que é feito em nós. A fé que nós cremos se torna a graça que experimentamos. O que Cristo fez por nós agora se tornou uma experiência real m nós. E essa graça é capital; não apenas algo para você desfrutar sozinho.

Lembre-se, a graça não é apenas para ser desfrutada, é uma responsabilidade...Fazemos negócios com a graça, por um lado, permitindo que ela opere em nós para que mais graça se torne nossa experiência. Somos responsáveis pela graça que Deus nos deu porque a compartilhamos com outros. Quando mais compartilhamos, mas recebemos. Isso é negociar, fazer negócio.

Estranhamente, o homem nobre deu uma mina para cada servo. Em outras palavras, a cada servo foi dado igualmente. Quando pensamos na graça de Deus, quando pensamos na fé uma fez dada aos santos, ela é igual. O que cristo fez por Paulo é o mesmo que Cristo fez por cada um de nós. É igual. Você não pode dizer que Deus deu àquele irmão mais graça, por isso ele era mais espiritual. Você não pode dizer que Deus deu àquele irmão mais fé, por isso ele sabe mais. Temos a mesma Bíblia. A razão e você não ter muito mais revelação é porque há lago errado com você. A graça foi dada uniformemente. Todos tem igualmente, mas a forma que você trata com a graça, a forma que você intercambia com a graça, a forma que você negocia com a graça faz uma grande diferença....

Você sabe, a graça é algo que pode ser aumentado. Quanto mais fiel você é com a graça que está em você, mas graça será dada. Se você a retém, se você não corresponde à graça, se você deixa a graça apenas permanecer onde está, algo está errado.

Continua amanhã...

Porções extraídas do livreto “Responsabilidade Espiritual” de Stephen Kaung, publicado pela Editora Restauração em parceria com a CCC Edições.



quarta-feira, 4 de junho de 2014

A Parábola das Minas (1/3)

“Mas a quem muito foi dado, muito lhe será exigido, e àquele a quem muito se confia, muito mais lhe pedirão.”
Lucas 12:48b

A Parábola das Minas (continuação)

Gostaria de compartilhar duas parábolas que nosso Senhor Jesus usou. Uma se contra em Lucas 19, é a parábola das minas.

Nosso Senhor Jesus estava se aproximando de Jerusalém. Esta foi sua última passagem naquela cidade antes de Sua crucificação, e estranhamente as pessoas pensarem que nosso Senhor estava indo para Jerusalém para reinvindicar Seu reino, para estabelecer o reino de Israel. Até mesmo Seus discípulos tinham esse mesmo conceito porque isso era o que estava na sua mente e na mente de todo o povo judeu. Para corrigir esse conceito errado, o Senhor Jesus usou uma parábola sobre um homem nobre. Certamente sabemos que esse homem nobre não é outro senão o nosso Senhor Jesus....e esse Homem nobre foi receber um reino. E sabemos que, naquele tempo, nosso Senhor estava se preparando para partir desta Terra pelo caminho da Cruz. Estava indo para o Pai no céu para receber um reino, o reino dos céus.

Antes desse homem nobre partir, chamou dez servos. Servos são escravos – escravos por toda a vida, escravos para sempre; e dez é o número da responsabilidade. Esse homem nobre chamou seus dez servos e deu a cada um deles uma mina de sua propriedade. Uma mina é um sexto de um talento, e naquele tempo era o salario de uma pessoa por três meses. Essas minas não foram dadas aos servos para que eles as possuíssem. Essas minas pertenciam ao homem nobre, mas ele as deu aos servos para que eles pudessem negociar com elas. Em outras palavras, era uma custodia, uma mordomia, não uma possessão.

...Durante sua ausência esses dez servos deveriam estar ocupados com as minas, fazendo negócio com o capital para que o mestre pudesse ter lucro. Este era o encargo deles.

O que essa mina representa? G.H.Lang disse: “Essa mina representa a fé uma vez dada aos santos”. Em Judas 3 é dito: “Pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos.” Essa é a verdade de Deus assim como encontramos em toda a Bíblia. Isso é confiado à Igreja, e devemos ser mordomos fiéis da verdade de Deus. Devemos ser sinceros com a verdade de Deus, e devemos também comunicar a verdade a outros. Essa é a nossa responsabilidade. Enquanto o Senhor está fora, temos um negócio para fazer, e esse negócio é guardar a verdade, andar pela fé, viver pela fé e testificar da fé.

Continua amanhã...


Porções extraídas do livreto “Responsabilidade Espiritual” de Stephen Kaung, publicado pela Editora Restauração em parceria com a CCC Edições.

terça-feira, 3 de junho de 2014

A Vida Divina na Pessoa do Senhor Jesus

“Mas a quem muito foi dado, muito lhe será exigido, e àquele a quem muito se confia, muito mais lhe pedirão.”
Lucas 12:48b

A Vida Divina na Pessoa do Senhor Jesus

A vida é um dom de Deus. Mas graças a Deus, Ele nos ama tanto que adicionou a essa vida – que algumas vezes não é muito satisfatória – uma vida eterna. E esta vida eterna de Deus é o maior dom que Deus nos deu.

Esta vida divina, não criada, de Deus veio a este mundo e viveu nesta Terra na Pessoa de nosso Senhor Jesus. É uma vida incorruptível, é uma vida indestrutível, é uma vida imperecível, é uma vida vitoriosa, gloriosa; é uma vida que é única e em sintonia com Deus o Pai. Uma vida graciosa vivida sobre esta Terra. E mediante e morte e ressurreição de nosso Senhor Jesus Ele deu esta vida preciosa àqueles que creem...por meio desta vida estamos capacitados a viver sobre esta Terra vitoriosamente, graciosamente, fazendo a vontade de Deus, agrandando-O. Em outras palavras, o maior dom que Deus deu ao home é a vida, essa vida está no Seu Filho. “Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida” (1 Jo.5:12).

...Temos essa vida em nós. Temos Cristo em nós, e “Cristo em nós, é a esperança da glória”. Agradecemos a Deus por essa vida. Desfrutamos dessa vida. Essa vida tem um aspeto de tremendo desfrute, mas pergunto: quando desfrutamos da vida de Cristo em nós? Se vivêssemos mais pela Sua vida, apreciaríamos e desfrutaríamos dessa vida muito mais. O problema é que não vivemos por essa vida, e essa é a razão porque não a desfrutamos....Essa vida tem outro aspecto da responsabilidade...Nosso Senhor Jesus desfrutou muito de todas as coisas que o Pai deu a Ele em Sua vida, mas ao mesmo tempo viveu uma vida muito responsável....Por meio da Sua vida fazia a vontade do Pai. Ele era muito responsável.

Agradecemos a Deus pela vida que Ele nos deu, mas essa vida precisa crescer. É verdade que, quando somos bebês em Cristo, parece não haver muita responsabilidade sobre nós. Temos outros irmãos e irmãs que são mais velhos do que nós em Cristo para cuidarem de nós. Como bebês em Cristo, parece que apenas desfrutamos de alimento, de cuidados, e algumas vezes somos um pouco desobedientes também. Ainda assim, na igreja, nosso irmãos e irmãs nos tolerarão porque ainda somos bebês em Cristo....embora possamos ser bebês em Cristo, o treinamento para sermos responsáveis já tem que começar. E quando crescemos em nossa vida espiritual virá o crescimento da responsabilidade.

Continua amanhã...


Porções extraídas do livreto “Responsabilidade Espiritual” de Stephen Kaung, publicado pela Editora Restauração em parceria com a CCC Edições.


segunda-feira, 2 de junho de 2014

O Dom da Vida

“Mas a quem muito foi dado, muito lhe será exigido, e àquele a quem muito se confia, muito mais lhe pedirão.”
Lucas 12:48b

O Dom da Vida

Provavelmente, neste mundo, não há dom maior do que o dom da vida....Muito embora Deus tenha criado todas as coisas para nosso desfrute, se não tivéssemos vida não poderíamos desfrutar dessas coisas. É por esta razão que  a Escritura diz: “Pois de que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou que dará em troca da sua alma?” (Mt.16:26). A vida é um dom muito precioso de Deus....Mas a vida não é somente para o desfrute, há também uma responsabilidade. Quando a vida começa a crescer, a responsabilidade começa a aumentar.

É verdade, quando somos nascidos há pouco tempo, quando somos crianças, parece que não temos qualquer responsabilidade, tudo o que temos é de desfrutar. Como crianças, apenas desfrutamos, e nossos pais tomam toda a responsabilidade. Mas você não pode permanecer na infância toda a sua vida. Seria uma tragédia, porque à medida que a vida cresce a responsabilidade começa a chegar. A vida sem responsabilidade é uma vida abortada.

O problema com o adolescente é que a consciência da independência chega. Você sente que é um indivíduo, assim você não se fia mais em outros ou se prende a outros. Você quer ser independente, mas ao mesmo tempo você descobre que um sentimento de responsabilidade parece não crescer na mesma medida. Em outras palavras, você quer ser independente, mas você não gosta de ser responsável. Este é o curso da adolescência e também o conflito com a adolescência; independente, mas irresponsável. Mas graças a Deus, mais cedo ou mais tarde, você sairá deste estágio. E quando sua vida começa a crescer um pouco mais, compreende que existem certas responsabilidades das quais precisa cuidar.

Se isso é verdade no mundo natural, quanto mais o é no mundo espiritual!

Continua amanhã...

Porções extraídas do livreto “Responsabilidade Espiritual” de Stephen Kaung, publicado pela Editora Restauração em parceria com a CCC Edições.